Festival ANIMA MUNDI reúne cinema, educação, palestras
e oficinas

2 de Novembro – 6 de Novembro

ANIMA MUNDI 2016
24º edição
FESTIVAL INTERNACIONAL DE ANIMAÇÃO DO BRASIL
*Local: Cinemateca brasileira e Caixa Belas Artes
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda / Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Horário: Consulte programação no site.
Promotor: Instituto IDEIA
Link: www.animamundi.com.br/festival

A importância de ler os rótulos dos alimentos

Os rótulos são elementos essenciais de comunicação entre produtos e consumidores. Daí a importância das informações serem claras e poderem ser utilizadas para orientar a escolha adequada de alimentos. Mas para isso, devemos saber ler e interpretar o que está nos rótulos.

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Dados levantados junto ao Ministério da Saúde demonstram que aproximadamente 70% das pessoas consultam os rótulos dos alimentos no momento da compra, no entanto, mais da metade não compreende adequadamente o significado das informações.

Aqui no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA é o órgão responsável pela regulação da rotulagem de alimentos que estabelece as informações que um rótulo deve conter, visando à garantia de qualidade do produto e à saúde do consumidor.

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Então, vamos entender essas informações:

Lista de Ingredientes informa os ingredientes que compõem o produto. Deve estar em ordem decrescente, isto é, o primeiro ingrediente é aquele que está em maior quantidade no produto e o último, em menor quantidade. Por exemplo: se você quer comprar um pão integral, verifique se FARINHA DE TRIGO INTEGRAL é o primeiro ingrediente que aparece na lista dos ingredientes.

Informação Nutricional é a tabela nutricional. Ela é obrigatória e deve estar presente em todos os rótulos. Sua leitura é importante porque a partir das informações nutricionais você pode fazer escolhas mais saudáveis para você e sua família. Entenda o que ela diz:

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Porção: É a quantidade média do alimento que deve ser usualmente consumida por pessoas sadias a cada vez que o alimento é consumido, promovendo a alimentação saudável. Vem em medidas caseiras ou em g ou ml. Exemplo: pão de forma – porção: 2 fatias.
Medida Caseira: Indica a medida normalmente utilizada pelo consumidor para medir alimentos. Por exemplo: fatias, unidades, pote, xícaras, copos, colheres de sopa.
%VD: Percentual de Valores Diários (%VD) é um número em percentual que indica o quanto o produto em questão apresenta de energia e nutrientes em relação a uma dieta 2000 calorias. Fique atento para valores de % altos em nutrientes como gorduras e sódio.

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Valor Energético: É a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais. Na rotulagem nutricional o valor energético é expresso em forma de quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ). Obs: Quilojoules (kJ) é outra forma de medir o valor energético dos alimentos, sendo que 1 kcal equivale a 4,2 kJ.
Carboidratos: São os componentes dos alimentos cuja principal função é fornecer a energia para as células do corpo, principalmente do cérebro. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos (como batata, mandioca e inhame) e doces em geral.
Proteínas: São componentes dos alimentos necessários para construção e manutenção dos nossos órgãos, tecidos e células. Encontramos nas carnes, ovos, leites e derivados, e nas leguminosas (feijões, soja e ervilha).
Gorduras Totais: As gorduras são as principais fontes de energia do corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. As gorduras totais referem-se à soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, tanto de origem animal quanto de origem vegetal.

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Gorduras Saturadas: Tipo de gordura presente em alimentos de origem animal. São exemplos: carnes, toucinho, pele de frango, queijos, leite integral, manteiga, requeijão, iogurte. O consumo desse tipo de gordura deve ser moderado porque, quando consumido em grandes quantidades, pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças do coração. Alto %VD significa que o alimento apresenta grande quantidade de gordura saturada em relação à necessidade diária de uma dieta de 2000 Kcal.
Gorduras Trans ou Ácidos Graxos Trans: Tipo de gordura encontrada em grandes quantidades em alimentos industrializados como as margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes, snacks (salgadinhos prontos), produtos de panificação, alimentos fritos e lanches salgados que utilizam as gorduras vegetais hidrogenadas na sua preparação. O consumo desse tipo de gordura deve ser evitado.
Fibra Alimentar: Está presente em diversos tipos de alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino. Procure consumir alimentos com alto %VD de fibras alimentares!
Sódio: Está presente no sal de cozinha e alimentos industrializados (salgadinhos de pacote, molhos prontos, embutidos, produtos enlatados com salmoura) devendo ser consumido com moderação uma vez que o seu consumo excessivo pode levar ao aumento da pressão arterial. Evite os alimentos que possuem alto %VD em sódio.

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Outro ponto importante para discutirmos é em relação aos produtos Diet e Light. Muitas pessoas procuram por esse tipo de produto mas não sabem ao certo o que essa denominação quer dizer. Então, vamos lá:

Alimentos DIET: São os alimentos especialmente formulados para pessoas que apresentam condições fisiológicas específicas como, por exemplo, diabetes. São feitas modificações no conteúdo de nutrientes, adequando-os a dietas de indivíduos que pertençam a esses grupos da população. Apresentam na sua composição quantidades insignificantes ou são totalmente isentos de algum nutriente. Exemplo: açúcar, gordura, sal….

Alimentos LIGHT: São aqueles que apresentam a quantidade de algum nutriente ou valor energético reduzida quando comparado a um alimento convencional. São definidos os teores de cada nutriente e ou valor energético para que o alimento seja considerado light. Por exemplo, iogurte com redução de 30% de gordura é considerado light.
Tanto alimentos diet quanto light não têm necessariamente o conteúdo de açúcares ou energia reduzido. Podem ser alteradas as quantidades de gorduras, proteínas, sódio, entre outros; por isso a importância da leitura dos rótulos.

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Então, antes de comprar pelo impulso, lembre-se que a embalagem e estampas no produto podem parecer atraentes, mas na verdade são o que menos importa para que você escolha os produtos que realmente são saudáveis e atendem às suas necessidades nutricionais.

por Thais Farhat de Siqueira
Nutricionista Clínica – CRN3 21556 
@nutrithais

Alongamento: dicas e cuidados para obter seus benefícios!

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Muitas pessoas começam a fazer atividade física sem as orientações adequadas. Entre as orientações importantes estão os exercícios de ALONGAMENTO! O alongamento é uma técnica que a pessoa executa com o intuito de melhorar a flexibilidade e a qualidade física do corpo.

Flexibilidade é uma capacidade física do organismo para a execução de movimentos de grande amplitude.

along4Há alguns anos como professor de educação física e personal trainer, venho notando que a maioria das pessoas não têm dado a devida importância ao trabalho de alongamento. Muitos preferem gastar todo tempo que tem com exercícios que “gastem mais calorias” ou que “aumentem os músculos”. Mas o alongamento é uma capacidade que precisa ser trabalhada por todas as pessoas, independente se fazem exercício físico, ou não. As dores em joelhos, tornozelos e lombar, entre outras, podem ser eliminadas apenas com a devida atenção aos exercícios de alongamento.

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Vamos abordar aqui a influência da flexibilidade no cotidiano e no rendimento esportivo, dando algumas dicas dos cuidados que devemos ter para realizar os exercícios de alongamento.

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Alongamento, quando feito regularmente, é a melhor maneira de se melhorar a flexibilidade promovendo assim:

? Diminuição de problemas nas costas e má postura
? Redução da tensão muscular fazendo o corpo sentir-se mais relaxado.
? Melhora da coordenação motora.
? Aumento da amplitude de movimento articular.
? Prevenção de lesões tais como estiramentos musculares e tendinites.
? Melhora da circulação sanguínea.

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Devemos levar em consideração oito regras básicas e práticas para um treinamento seguro e eficiente da flexibilidade:

1.  Realizar exercícios de forma lenta e gradativa até o ponto de limitação e manter a posição por 20 segundos, procurando relaxar a musculatura que está sendo alongada.
2.  Incluir exercícios de alongamento todos os dias e de preferência de todas as musculaturas, nos momentos corretos!
3.  Evitar os exercícios bruscos e que passem do limite articular.
4.  Fazer os exercícios de alongamento para relaxar e não para sofrer.
5.  Estar sempre atento à postura e ao alinhamento corporal.
6.  Procurar executar os exercícios em um local calmo e silencioso, ou com uma música agradável.
7.  Procure não executar balanços durante o exercício de alongamento.
8.  Respire normalmente.
9.  Procurar um médico antes de realizar exercícios de alongamento, principalmente se tiver algum problema articular ou dores.
10. Um professor de Educação Física é o profissional mais qualificado para orientar exercícios de alongamento; sempre que possível peça orientação a ele.

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IMPORTANTE AOS PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO:

Para os que realizam exercícios físicos regulares, os exercícios de alongamento PODEM ser prejudiciais tanto PRÉ, quanto PÓS EXERCÍCIO!!!!

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Antes do exercício físico, seja ele qual for, a musculatura está em repouso (“fria”). Ao realizar exercícios de alongamento com a musculatura “fria” pode causar lesões ao invés de preveni-las.
Após o exercício físico, de intensidade moderada a intensa, a musculatura está desgastada e com algumas micro lesões devido ao esforço realizado. Exercícios de alongamento nesta ocasião pode promover um aumento das micro lesões na região.

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O ideal seria realizar os exercícios de alongamento separado dos exercícios físicos.
Consulte um profissional de Educação Física para melhor orientar sobre esta questão!

Lucas Pagani
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*nosso colunista de atividades físicas

Marta Lívia Suplicy, presidente da LIBRA, fala sobre o papel da mulher na política

Sabemos muito bem da carência de mulheres nas cadeiras das Assembleias nos três níveis de governo até hoje, no Brasil. Ainda somos muito pouco representadas no legislativo municipal, estadual e federal. Temos ainda muito o que conquistar, mas para mudar esse quadro precisamos estudar muito e incentivar a participação da mulher na política, desde a hora de votar até a de, efetivamente, fazer a diferença nos grupos e associações de bairros e classes e formar novas mulheres preparadas para ocuparem este espaço de relevância política, nas várias esferas do governo.

Por isso é tão importante conhecer entidades já comprometidas com esse ideal como a LIBRA – Liga das mulheres eleitoras do Brasil, declarada de interesse público através da lei 7.996, em 10 de agosto de 1992, em projeto proposto pelo deputado Sylvio Martini e presidida hoje pela nossa entrevistada especial, Marta Lívia Suplicy.

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Meu encontro com a Marta foi no Restaurante Noah, em Alphaville, marcado com alguma antecedência, porque realmente não é fácil achar tempo na agenda desta mulher tão dedicada às ações da LIBRA, que você vai conhecer um pouco melhor através deste nosso bate-papo exclusivo para o nosso blog.

De início, ela já pontuou como vê a política: “Politica é vida, a mulher define dentro de casa. É com a dona de casa que precisamos falar. Tem muitas pessoas fazendo um bom trabalho em prol da comunidade que ainda pouca gente conhece. Quem mais faz não está na politica e sim nos grupos. Precisamos divulgar e conhecê-los melhor. Eu fui estudar para estar onde estou. Fui fazer ciência política e ainda aprendo todos os dias com a experiência de quem tem atuado politicamente no seu dia-a-dia”.

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Marta começou cedo a se interessar por política, mas realmente passou a vivenciá-la depois de casada e de encerrar sua carreira como manequim, aos 40 anos. Conheceu seu marido nessa idade e como foi paixão à primeira vista, tratou de deixar logo claro que ela não tinha tempo a perder: “ A pessoa que entrar na minha vida é para casar, já tenho idade, não quero ficar de namorinhos”- ela disse ao pretendente, que não titubeou: “Em 20 dias estávamos casados. Uma história de amor.”

Como o marido era da política, ela que já gostava do meio, quis participar dele de forma mais ativa. Foi convidada a participar da AMMV- Mulheres da Verdade e aceitou de pronto. Foi lá que começou a entender a importância da informação, para que a mulher realmente possa atuar politicamente, entendendo com profundidade o alcance de cada Movimento Social, em relação ao Estado constituído. Graças à Dra. Albertina, que lhe ofereceu uma pós-graduação no Mackenzie, em Ciências Políticas, foi que Marta se sentiu realmente preparada para atuar como agente político, em qualquer Associação da qual fizesse parte. “Sou grata a ela até hoje”, conta.

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De lá para cá, Marta não parou mais a sua jornada de militância política apartidária. Fez parte de vários grupos e hoje, além de presidente nacional da LIBRA, faz parte do Partido Mulher Maravilha, com 60 mulheres empresárias, Andrea Funaro, Rosangela Lyra, Lucília Diniz, entre outras, que se reúnem para conversar de diversos assuntos: política, lazer, economia, histórias de vida, uma verdadeira terapia online. Marta participa também do grupo Política Viva – que também reúne agentes políticos e empresários; da SOS com Andrea Funaro e ainda, com Lucília Diniz participa do Mulheres Empreendedoras, sobre alimentação, nutrição, além do Mulheres do Brasil, com Luiza Trajano. Ou seja, ela não pára!

“Conscientizar” ainda pode parecer uma palavra muito teórica e sem aplicações práticas, mas Marta garante que é daí que se parte para termos mulheres politicamente mais maduras: “Eu acho que ainda nós não vemos ainda o ponto de partida – que é essencial – para que a mulher passe a atuar mais e ser melhor representada na política. Esse ponto de partida é informação. Nós temos grandes líderes, mas é a base que precisa ser alcançada e sensibilizada. Está em nós, Mulheres, um grande poder ainda em parte adormecido. E a LIBRA tem buscado o despertar dessa mulher, que será de fato poderoso quando identificarmos a liderança, dentro da classe feminina. Estamos a caminho disso. Quando identificamos essa vontade de participação, é o start que já foi dado” – afirma.

Ações pontuais da LIBRA não são poucas e Marta mencionou a mais recente: a Libra conseguiu uma carreta de mamografia, doada, auxiliando as mulheres com o autoexame e apoiando – na prática – a campanha Outubro Rosa. “Está funcionando muito e recebendo as demandas do governo até”. É através dessas conquistas de interesse público que o diálogo da entidade com a população feminina vai ganhando peso. Mas é preciso mais interesse e divulgação.

“Esse seu blog, Selene, com certeza é mais um rico canal para que o trabalho da LIBRA seja mais conhecido e para que as mulheres estejam mais próxima das informações que as preparem para uma efetiva participação política”, me disse a Marta.

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Fico muito contente em fazer parte desse movimento de despertar da nova mulher. Foi um prazer esse encontro com ela, que ainda irá gerar muitas pautas por aqui e a tal “informação”, que é a nossa arma para o maior conhecimento do nosso poder de atuação fora e dentro da política.

 

Orar a Deus, tenha certeza: não é perda de tempo

Orar, nada mais é do que conversar com Deus. Quem não acredita nEle e nem no que essa conversa franca e íntima pode resultar… Não sabe o que está perdendo! Porque quem ora com pureza de alma, sabe que foi ouvida, ainda que a resposta nem sempre seja aquela que nós, pobres humanos, podemos ansiar. Mas é fato que Deus ouve e responde. Quem tem fé e ora com o coração sabe disso. E olhe… Isso independe da sua religião e tem mesmo a ver com a sua fé no Divino. Escute esta antiga canção de Gilberto Gil e inspire-se…

Falar com Deus…
A oração é a nossa linha direta com o céu. A oração é um processo de comunicação que nos permite falar com Deus! Ele quer que nos comuniquemos com Ele, assim como uma ligação telefônica entre duas pessoas. Os telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos se tornaram uma necessidade para algumas pessoas na sociedade de hoje. Temos notebooks, Ipads, blackberries e computadores que falam! Estes são os meios de comunicação que permitem que duas ou mais pessoas possam interagir, conversar e responder um ao outro. Nossa comunicação com Ele, vai além da banda larga e do wifi. Porque Ele está sempre presente.

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Muitas pessoas querem saber mais sobre a oração porque têm o desejo de orar, mas não sabem como. Considere alguns simples conselhos a seguir, além das dicas pessoais de Gilberto Gil. E lembre-se que esta é uma conexão que depende totalmente de você estar aberta e confiar.

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Se é a sua primeira tentativa e você se pergunta “O que devo dizer?” Entenda que orar é como falar com o seu melhor amigo! É fácil falar com alguém quando você sabe que essa pessoa o ama incondicionalmente! Peça a Jesus que perdoe os seus pecados e faça de você uma nova criatura nEle! “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados“ (Atos 3:19).

Diga a Ele sobre suas necessidades! “…lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós“ (1 Pedro 5:7). Agradeça a Ele por ter morrido na cruz do Calvário por nós! “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

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Daí você se pergunta: “Mas como posso me expressar? Nunca tentei isto antes…” Outra resposta simples:

  • Com confiança e certeza de que Ele vai libertar sua voz: “pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nEle” (Efésios 3:12). “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16).
  • Com alegria por saber que Ele pode libertar. “Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença” (Atos 2:28).
  • Com a expectativa por saber que Ele vai libertar. “De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando” (Salmo 5:3). “Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras” (Salmo 17:6).

 

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O que a bíblia diz sobre a oração

Orem uns pelos outros. Jesus nos deu um exemplo de como orar. Ele orou por Seus discípulos e por todas as gerações que iriam seguí-lo. Sua oração era para que Deus os protegesse e fortalecesse enquanto estivessem neste mundo. Jesus também orou por aqueles que viriam a crer nEle através da mensagem do Evangelho (João 17).

Ore com fé. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

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Ore com louvor e reverência. “Exaltai ao SENHOR, nosso Deus, e prostrai-vos ante o escabelo de seus pés, porque ele é santo!” (Salmo 99:5). “Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou” (João 9:38).

Você pode ter certeza de que Deus o ouve quando você ora, então abra essa essa linha de comunicação! Ore, sabendo que não importa onde você esteja, a sua conexão com Ele nunca pode cair! “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção” (Filipenses 1:9).

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Fonte: All about Prayer

Fotos: GoogleFreeShare

O quanto a vida da mulher mudou com a Lei Maria da Penha

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Estamos comemorando, em 2016, os 10 anos da Lei Maria da Penha. Antes de 2006, tentar fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia, para reclamar de abuso sexual, assédio no trabalho, ou de uma agressão sofrida pelo marido ou namorado, por ciúme, bebedeira ou que motivo torpe fosse apresentado, a mulher, vítima, em busca de justiça era mal vista, mal tratada e se sentia tão ofendida quanto a primeira violência sofrida, que chegava ali para relatar. Houve sem dúvida um avanço, mas ele ainda é pequeno quando o registro é de que ainda nos dias de hoje, em cada 5 mulheres, uma já foi vítima de agressão no Brasil. E isso, só pelos dados registrados.

Neste espaço A Mulher na Política, vamos conversar, discutir, apontar caminhos, conquistas e queixas destas mulheres brasileiras, que vão aos poucos reivindicando o seu espaço, batalhando por ele e que precisam da legislação e de parlamentares que deem suporte às injustiças sofridas por tantos e tantos anos e aos direitos conquistados a duras penas… A violência doméstica é um dos focos desta conversa.

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No Brasil, uma a cada cinco mulheres é vítima de violência doméstica, segundo dados da Secretaria de Política para Mulheres. Cerca de 80% dos casos são cometidos por parceiros ou ex-parceiros.

Há dez anos, uma lei foi criada no país para punir os autores da violência no ambiente familiar. Batizada de Maria da Penha, em homenagem a uma das tantas vítimas de agressão, ela é considerada uma das melhores legislações do mundo no combate à violência contra as mulheres pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Mas ainda há desafios, como a não aplicação da lei em alguns casos, a falta de grupos de recuperação para agressores e de atendimento especializado às vítimas, a não conscientização de parte da população sobre o que é violência doméstica.

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Sobre a Lei

Quando seu ex-marido tentou matá-la dentro de casa, em 1983, Maria da Penha acreditou na versão dele de que tudo não tinha passado de um assalto. Ela passou quatro meses hospitalizada. Foi só quando voltou para casa, já em uma cadeira de rodas, e ficou em cárcere privado, que ela soube: seu ex-marido é que tinha atirado nela.

“Começou aí a minha grande luta por justiça, que demorou 19 anos e seis meses. E que só acabou por causa das pressões internacionais”, diz Maria da Penha, que deu nome à lei. Em 2006, a lei 11.340 – ou Lei Maria da Penha, como foi chamada – foi aprovada com unanimidade pelo Congresso Nacional com o objetivo de proteger as mulheres vítimas de violência doméstica.

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Sobre a Maria

Maria da Penha é farmacêutica, hoje tem 71 anos e é portadora de deficiência por conta do atentado que sofreu. Em entrevista à repórter Clara Velasco do portal G1, ela contou como tudo ocorreu e o quanto a lei que leva o seu nome a comove por saber que ela pode mudar a vida e o destino de tantas outras mulheres…

Eu me casei na década de 70. A minha primeira filha nasceu em São Paulo e, as outras duas aqui, em Fortaleza. Com o nascimento dos nossos filhos, meu ex-marido, que é estrangeiro, conseguiu a naturalização dele. Foi aí que ele mudou totalmente a maneira de ser. Tornou-se uma pessoa super agressiva, inclusive com as próprias filhas. Era mais violência psicológica no início, de ficar falando coisa…

O depoimento de Maria é comovente. E eu prometo a vocês que ela estará em breve aqui no blog conversando diretamente conosco sobre o que precisa e pode mudar na política para mudar a realidade feminina, uma realidade que ela viveu na pele e que a gente não quer que se repita por falta de informação, justiça ou vontade política de mudar esse quadro.

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Maria da Penha conta como foi sua história…

“Eu queria a separação e ele não aceitava. Eu também não investi em separação litigiosa porque essa minha história aconteceu na época em que estavam em destaque casos de mulheres que eram assassinadas porque não queriam continuar seus relacionamentos. Então eu coloquei minhas barbas de molho e não pensei em uma separação com medo exatamente do chavão “eu amava demais, não aguentei a separação e, num momento de desespero, cometi um crime”. E eu achava que isso era possível.

Um dia, ele tinha chegado de viagem de tarde, e nós tínhamos um compromisso com uma amiga. Nós saímos pra fazer essa visita, voltamos, arrumei as crianças na cama e fui dormir. Eu acordei com um estampido dentro do quarto. Eu fui me mexer e não consegui, então eu pensei: “puxa, o Marco me matou”.
Depois de um longo tempo, as moças que trabalhavam comigo e os vizinhos me encontraram. Eles tinham chamado a polícia. Meu ex-marido foi encontrado no chão da cozinha, com o pijama rasgado e uma corda no pescoço, dizendo que tinha visto quatro pessoas estranhas dentro de casa, que lutou com elas e que tentaram enforcá-lo. Que tinha sido um assalto.

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Eu acreditei nessa história durante os quatro meses que fiquei hospitalizada. Só fui perceber que isso não era verdade quando voltei pra casa. Fiquei em cárcere privado por 15 dias. As moças que trabalhavam comigo me falaram que achavam a história mal contada por ‘n’ fatores e me perguntaram se eu sabia que ele tinha uma arma. Eu não sabia.

Teve um dia que eu estava indo tomar banho e percebi que o chuveiro estava dando choque. Eu gritei pelas meninas, e elas, que já tinham noção do que ele seria capaz depois da simulação do assalto, puxaram minha cadeira de rodas e me tiraram de perto do chuveiro.
Depois, descobriram que aquele chuveiro foi propositalmente danificado por ele para me eletrocutar. Aí eu lembrei que, nesse período de 15 dias que fiquei em casa, ele sempre tomava banho no banheiro das crianças. Nunca tomava no nosso.

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Eu já estava com a decisão de ir embora tomada. A minha família solicitou o documento de separação de corpos para que, quando eu fosse embora, não pudesse ser considerado abandono de lar. Eu saí de casa no momento em que ele precisou fazer uma viagem de serviço. Eu não tive nenhum remorso de levar as minhas filhas, pois elas eram vítimas também.

Depois que saí de casa, ele teve uma reação violenta. Ele foi na casa dos meus pais, onde a gente estava, chutando porta e gritando. Minhas filhas tiveram muito medo. Acordaram chorando, pois isso já foi depois de meia-noite.
Um ano depois, quando eu já estava separada legalmente, ele foi chamado para prestar outro depoimento sobre aquela história do ‘assalto’. Como ele não lembrava mais o que havia dito da primeira vez, se contradisse em muitas coisas. A partir disso, com meu depoimento e de outras pessoas, ele foi indiciado como autor da tentativa de homicídio.

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Começou aí a minha grande luta por justiça, que demorou 19 anos e seis meses. E que só acabou por causa das pressões internacionais. Nós chegamos a denunciar o caso para a Organização dos Estados Americanos (OEA). O Brasil foi responsabilizado pela maneira negligente com que os casos de violência contra a mulher eram julgados no país. Foi a própria OEA que exigiu do governo brasileiro a criação de uma legislação específica. Foi criado um consórcio de ONGs e juristas para discutir e fazer um projeto de lei. Foram feitas várias audiências públicas, e o projeto foi aprovado pelo Congresso com unanimidade.

Foi uma das exigências do relatório eu ter um prêmio simbólico, de ser homenageada. Então chegaram ao consenso de que a lei 11.340 ia se chamar Maria da Penha. Foi a glória, né? Porque se não tivesse a interferência internacional, não teria acontecido nada. O crime do meu ex-marido poderia estar prescrito, o que aconteceria 20 anos depois dos acontecimentos. Hoje, pensando nesses 10 anos de lei, acho que as mulheres têm mais coragem de denunciar. Quem diria que uma pessoa como Luiza Brunet iria admitir que foi vítima de violência doméstica? Nunca. Em outros tempos, ela ficaria de molho até passar tudo e pronto. Mas ela foi corajosa e isso é muito bom, pois outras mulheres na situação dela vão começar a repensar suas situações.

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Agora digo uma coisa: infelizmente, nós não temos as políticas públicas que fazem com que a lei funcione nos médios e pequenos municípios. Precisa ampliar o escopo de delegacias especializadas, de varas, juizados… É muito importante também a criação de grupos para homens autuados por violência doméstica [a lei fala na criação de centros de educação e de reabilitação para os agressores]. Se ele sai de uma relação em que ele é o agressor, não passa por uma conscientização de o porquê ele fez aquilo, ele vai repetir essa agressão em outro relacionamento.
Porque isso vem de algo que acontece na sociedade: você leva para o seu período adulto as experiências que teve na sua casa. A maneira como você foi educado. E é isso que acontece com a grande parte do homem que é agressor: foi criado no ambiente em que o pai batia na mãe, o avô batia na avó, e isso era escondido da sociedade e era justificado para essas crianças. A mãe fala: ‘ele bateu em mim porque eu merecia’.

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Então a educação é um dos fatores mais importantes que deviam ser observados pelo poder público para desconstruir a cultura machista que existe. Isso existe no agressor que bate na mulher porque acha que é normal. E existe também no gestor público que não acha necessário investir na criação de uma delegacia, de um juizado.
E se a mulher acha que vai conseguir mudar aquele agressor por conta própria, ela deve ter experiência suficiente de saber que as promessas que ele fez não são cumpridas e ele vai voltar a agredi-la. Por isso que é importante focar na questão da educação. Para que as pessoas, as crianças, os jovens e universitários tenham a informação o quanto antes de que a mulher merece respeito. E que, agora, a lei prende.”

Prender o homem agressor é importante. Mas é só a ponta do iceberg da causa da mulher. Que quer ser mais ouvida, mais compreendida e mais representada. A política não está aí para isso? Nos representar? Pois é isso que a gente espera. Com muita fé e muita luta!