EXPO Mercado Feminino

 

A primeira versão da EXPO MERCADO FEMININO na Kaza Fendi, será um grande encontro de mulheres de diferentes áreas, que já empreendem ou estejam iniciando, para falar sobre empreendedorismo, trocar experiências, incentivando à interatividade e o conhecimento entre diversos assuntos que vão ajudar a mulher a desenvolver e alcançar a realização profissional e pessoal. O objetivo é gerar oportunidades de negócios não só para quem deseja começar, mas também para quem já atua no mercado, assim como empresas que oferecem negócios para este público ou tenham interesse no Mercado Feminino.

O evento acontecerá de maneira dinâmica e interativa, de forma que as pessoas sintam-se importantes, independente ao tamanho do seu negócio ou sonho. Começa por um Welcome Drink (Coquetel de boas vindas) que acontecerá a partir das 15hs para todas as participantes. A escolha do lugar , a Kaza Fendi no bairro de Pinheiros em São Paulo, foi proposital, por tratar-se de um espaço aconchegante e especial.

kaza

PROGRAMAÇÃO

A partir das 16h00 será dado início às palestras, com um painel de negócios, onde os assuntos serão interligados às apresentacões, pitch, cases de sucesso, lançamentos de marcas e produtos que serão apresentados a todo o público presente, dando assim a oportunidade dessas mulheres, empresas, marcas, produtos e serviços terem visibilidade, gerando uma ótima experiência, bons negócios e parcerias.

Bate papo com blogueiras empreendedoras – cada vez mais as pessoas falam ser influenciadoras e especialistas em marketing digital, vamos abordar este assunto e descobrir um pouco mais sobre este universo.

contagem-regressiva-mf1

Outros assuntos que serão abordados : marketing pessoal, como trabalhar aproveitando o benefícios que a internet oferece ao pequeno empreendedor, erros cometidos na comunicação que impedem o crescimento, como potencializar o networking, fazer melhores parcerias e como conciliar todo o nosso trabalho com a vida pessoal, não só se realizando profissionalmente, mas também pessoalmente.

Para fechar com chave de ouro, serão dadas dicas para transformar as suas conquistas em algo ainda melhor para 2017. O evento do começo ao fim tem como objetivo equilibrar, planejar e organizar todas as áreas de nossas vidas.

Kaza Fendi  Dia 06/12 a partir das 15hs
Rua Fernão Dias, 238 Pinheiros  São Paulo

 

 

Soho Party: Uma tarde no Oriente

Soho Party em São José dos Campos -SP

Festa de Fim de Ano no Hotel Digiulio, das 15h às 19h30

Informe-se com a Equipe SOHO nos salões de São Paulo.

Convites limitados. Várias atrações culturais além de cortes, penteados e artigos de moda.

 

 

 

Pequenos negócios, grandes mulheres!

Há uns 30 anos anos, de volta no tempo, você conheceria Solange Serpa como Executiva da Rádio Gazeta, tomando decisões e controlando a programação. Depois na TV Gazeta, como Diretora de Programas e pessoa chave no Jornalismo da emissora. Depois ainda, na TV Cultura como Gerente do Núcleo Jornalístico, sempre com a agenda cheia e sem tempo para um cafezinho.

tvcultura

Hoje ela é mais fácil de encontrar. Resolveu mudar de rumo e de ramo e decidiu empreender. Descobriu o seu tino para o comércio, que passou a exigir novas qualidades e conhecimentos, e se jogou com tudo neste novo horizonte, também de muito trabalho e dedicação, mas que lhe permite ter mais tempo com a família e até para a Paçoca, sua cachorrinha de estimação, que agora não desgruda um segundo porque vai trabalhar junto e virou mascote e garota propaganda de sua Loja de Presentes.

pacoca

O que ela comercializa? Um pouco de tudo, bijoux, souvenirs, acessórios, brinquedos… Artigos com preços bem acessíveis, mas de qualidade e criativos, que ela descobriu serem o segredo de o seu negócio se manter em pé, em época de crise. Já se vão 5 anos. E ela não se arrepende dessa guinada que a transformou numa vendedora de mão cheia. Que tal saber de sua experiência por ela própria? 

solangeepacoca

Um futuro que virou presente…

“Às vésperas de completar cinco anos da minha loja Soll Acessórios e Presentes, fui convidada por Selene Ferreira para falar como tudo começou. Ela me encontrou através de uma amiga comum, jornalista que acompanhou meu trabalho em rádio e TV e me indicou como um exemplo inspirador. Agradeço a oportunidade e espero que minha história estimule quem pensa em se arriscar no mundo dos negócios.

soltudo

Não é num estalar de dedos que viramos empreendedoras. Isso vem no sangue e fica latente até que colocamos este modo-empreendedor em ação. Penso que temos no sangue um DNA de coragem, para se tornar uma. Muitas vezes, isso acaba acontecendo por vários motivos. Acho que o maior e mais forte de todos é quando precisamos lidar com algum fato que nos tira da nossa zona de conforto em algum momento da vida. Então convido você a refletir sobre isso.

sol-loja

No meu caso, foi pensando em uma transição de carreira que surgiu a ideia de criar alternativas para seguir trabalhando, em outra área que não a minha de formação para continuar a vida. Sou jornalista de formação. Fui profissional de televisão durante 30 anos. Mas foi em 2005 que encontrei uma nova fonte de renda, paralela ao trabalho que exercia. Conheci e me encantei com as peças de acessórios femininos e de decoração feitos de resina por um renomado designer carioca.

solbijoux

Abri uma microempresa. Meu marido, que é designer gráfico, criou a logomarca e demais peças de identidade visual (cartão de visitas e etiquetas para os produtos). Nos primeiros anos, participei de bazares, feiras, reuniões informais vendendo exclusivamente as peças de resina, aprendendo a ser vendedora (mas tenho a impressão que nasci sabendo) antes de me desligar definitivamente da TV, em meados de 2011.

solfachada

Com o aumento do interesse do meu público por outras opções de acessórios e presentes, comecei a sentir a necessidade de ir adiante no ramo do comércio varejista. Decidi procurar um espaço comercial para instalar uma loja. Em outubro de 2011, finalmente, encontrei um espaço incrível, numa das ruas mais charmosas da Pompeia, a Desembargador do Vale.

sol-interior

Foi onde nasceu a SOLL ACESSÓRIOS, em 22 de novembro de 2011. O que era apenas um comércio de acessórios pequenos, virou uma loja de presentes completa. Após estudar e conhecer melhor o perfil do meu público, aumentei o mix de produtos para oferecer mais opções a quem entra na minha loja. Aos poucos fui crescendo. Minha loja foi adquirindo personalidade própria, um pouco diferente daquela que eu havia planejado inicialmente. Facebook e Instagram foram importantes para ajudar a promover as ações de marketing que ajudaram a tornar a Soll Acessórios uma marca reconhecida na região. Apenas um ano depois de aberta, ela já constava da lista das Melhores da Revista da Folha (2012).

solvejinha

Conhecer o cliente é a coisa mais importante para fazer um negócio certo. Atender com cordialidade e tratá-lo como único é um dos segredos para garantir a fidelização. Em cinco anos, aprendi sobre quase tudo. Empreender mais e mais, superar crises e criar alternativas para lidar com as dificuldades que aparecem são fundamentais. Ter equilíbrio em todos os momentos e acreditar que o impossível não existe para quem gosta do que faz. Fiz da Soll  minha segunda casa: um delicioso espaço que criei para ser minha outra realização profissional…

solange

E, quer saber? Tem dado muito certo!”

 

Mara Gabrilli: entrevista com esta deputada para lá de especial!

30971749981_03907534e0_o

Mara Gabrilli é deputada federal pelo segundo mandato e uma voz feminina forte que se fez ser ouvida no Congresso, através de muito trabalho e uma dedicação rara de se ver entre os velhos políticos brasileiros. Incansável, ela luta por um país mais justo para os deficientes e todas as minorias esquecidas, ou seja um país bom para se viver, para qualquer brasileiro, independente de suas necessidades especiais. Sua história de vida comovente, contada no livro “Depois daquele dia” de Milly Lacombe, foi marcada por um trágico acidente em 1994, que a deixou sem movimentos do pescoço para baixo. Mas a tragédia virou passado e motivo para seguir mais forte.

mara-triatlo

Cadeirante há mais de 20 anos, Mara ainda se esforça para recuperar seus movimentos (ela já consegue movimentar parcialmente os braços) na mesma medida em que briga, diariamente, para sensibilizar a sociedade pela inclusão de todo e qualquer cidadão. É através de pequenas vitórias que se vencem os maiores desafios. E ela já provou, tanto na política, como na vida, que ela não se intimida diante dos obstáculos. É com essa mulher extraordinária que conversamos hoje.

28854431543_bff924403b_o

Selene Ferreira – Mara, quando foi a primeira vez que você pensou em entrar na política? O que a encorajou e que entraves encontrou desde que se decidiu?

Mara Gabrilli – Depois de um tempo que havia sofrido o acidente de carro que me deixou tetra, resolvi fundar uma ONG que apoiasse atletas com deficiência e angariasse pesquisas com células-tronco. Foi então que fundei Projeto Próximo Passo, que hoje é o braço direito do Instituto Mara Gabrilli.
Nesta época, quando fundei A ONG, eu não pensava em política. Quando comecei a batalhar no PPP, vi a dificuldade de várias pessoas com deficiência que viviam à margem de direitos: não tinham acesso a transporte, não podiam trabalhar, não tinham condições de comprar um tênis para treinar. Naquele tempo, mesmo não envolvida na política, eu já buscava mudanças e acabei me tornando conhecida.
Minha mãe, que acompanhava toda essa mobilização, passou a insistir para que eu me candidatasse a um cargo público para ampliar meu trabalho e assim poder ajudar mais pessoas – de forma concreta e direcionada. Foi a partir desse cenário, sem apoio e conhecimento político, que resolvi candidar-me a vereadora de São Paulo. A surpresa foi muito agradável, pois em primeira eleição já obtive votos que me garantiram a suplência.
Nesse ínterim, acabei sendo convidada pelo então prefeito, José Serra, para comandar a primeira Secretaria da Pessoa com Deficiência do país. Dois anos depois, assumi a cadeira que vagou na Câmara Municipal de São Paulo e passei a legislar pelos paulistanos com deficiência. Na bagagem, pouca experiência, mas na mente e coração, muita vontade de transformar a cidade e a vida das pessoas.

30542970276_69425d3db0_o

SF – Quando veio a privação dos movimentos você sentiu na pele a realidade dos portadores de deficiência e empunhou a bandeira de brigar pela acessibilidade. Antes do acidente alguma vez você, como publicitária já tinha parado para pensar nesse problema?

MG – A diversidade humana sempre me instigou. Muito antes de ser uma pessoa com deficiência, eu já me interessava pelo assunto. Na infância, estudei com um menino que era amputado de uma perna. E ele era o primeiro da turma na corrida de velocidade. A convivência com o João foi muito positiva para mim. Mais tarde, quando fui morar fora do Brasil, trabalhei como cuidadora de um idoso e em um acampamento para pessoas com deficiência. Nesta época também cuidei de uma jovem tetraplégica. E quando estudava psicologia, estagiei em uma escola de alunos com deficiência intelectual. Foi um grande aprendizado.
Certa vez, quando já estava formada em publicidade e propaganda, fui atrás da deputada Célia Leão, também cadeirante, para que me ajudasse a conseguir um ônibus adaptado para levar um público com deficiência a um evento que eu estava trabalhando.
Enfim, a convivência com as diferenças sempre fez parte da minha vida. E de forma muito natural. O que mudou é que ao entrar na vida púbica, eu passei a trabalhar no âmbito político por essas pessoas. Ou seja, minha energia passou a ser canalizada de outra maneira, mas ela sempre existiu.

30542969816_a6bb49c488_o

SF – Você também é psicóloga. Isso a ajudou emocionalmente quando perdeu os movimentos? É incrível a sua força de vontade em relação à sua missão e a você própria sempre firme na fisioterapia nestes 21 anos como cadeirante. Qual é o segredo pra se manter tão firme?

MG – A formação em psicologia foi muito importante para mim. Depois da tetraplegia meu primeiro emprego foi em uma clínica. Eu atendia diversos pacientes e muitos sequer davam conta da minha deficiência.
Foi um momento muito importante na minha vida, pois foi ali que o foco saiu de mim e eu pude me doar ao outro. Ouvir e entender outras realidades te proporciona outras perspectivas e referenciais para viver. Mas acredito que o mais importante em todo esse processo de aceitação foi nunca ter condicionado a minha felicidade à volta dos movimentos. Eu não deixei de buscar bem estar e felicidade por não andar, ao mesmo tempo em que nunca desisti.

28920686473_991bc8882a_k

SF – Você conquistou no seu caminho político como secretária, vereadora e deputada não só a admiração dos eleitores, como o respeito dos colegas… Logo que chegou sentiu-se de alguma forma discriminada? Você acha que os políticos do congresso podiam imaginar o quão participativa e guerreira você seria inclusive em outras questões que extrapolam a qualidade de vida aos portadores de deficiência?

MG – O que ocorreu no inicio da minha trajetória era a completa falta de informação sobre o tema “pessoa com deficiência”. E talvez seja dessa ignorância (de falta de saber mesmo) que esse e outros preconceitos se engendrem. Na época em que comecei a trabalhar por inclusão o que reinava era a visão assistencialista. E essa foi a primeira barreira a ser derrubada. Claro que falta muita coisa, mas graças a um trabalho pautado em grande parte na informação, muitos gestores já entendem que a pessoa com deficiência é um agente ativo na sociedade e não alguém que deva ser tutelado pelo Estado.
Hoje, saber que sou respeitada pelo meu trabalho me traz uma sensação maravilhosa. Quando vejo também que as pessoas com deficiência estão sendo incluídas em várias esferas da sociedade me fico muito feliz. A sociedade está mudando o olhar para o assunto. Está mais atenta para o universo. Recebo alunos em meu gabinete interessados em saber das leis, dos direitos das pessoas com deficiência. A concepção sobre o assunto está mudando. E isso é muito bom.

30224912086_edf1894643_o

SF – Você faz parte da minoria feminina na Câmara Federal…. Ao seu ver, por quê a mulher que é maioria na população não elege mais mulheres para representa-la e mudar essa desproporção no Legislativo?

MG – Hoje essa representatividade da mulher na politica ainda é pequena. Mas a questão não é só de espaço, mas também de interesse. Atualmente, já existe a reserva mínima de 30% das vagas de candidatos mulheres para cada partido, mas ainda não trouxemos essa porcentagem para dentro dos parlamentos. A bancada feminina do Congresso Nacional tem 10,77% das cadeiras – 13 senadoras (16,05% das 81) e 51 deputadas federais (9,94% das 513).
Mesmo com avanços, os partidos políticos ainda continuam redutos masculinos e a política ainda se mostra como um ‘jogo sujo’. Acredito que isso desanime muitas mulheres a se filiarem a um partido. Contudo, já existe um número grande de lideranças femininas, sobretudo nas periferias, que lutam por inclusão de pessoas com deficiência, melhoria de escolas, entre outras demandas de suas comunidades.

mara-gabrilli-deputados

SF – O que é mais difícil hoje de encarar no convívio com políticos no Congresso?

MG – Acho que são duas coisas. A primeira são as falas mentirosas no plenário, que nem o próprio deputado que está discursando acredita; são aqueles mantras utilizados por alguns deputados, discursos clichês que já caíram em desuso. Chego a sair do plenário de tanto desgosto. E outra coisa é aquele deputado que está lá para resolver os problemas pessoais dele e não os da população.

 

SF – A cassação (e prisão) do Cunha trouxeram que impacto ao meio parlamentar?

MG – A prisão do Cunha trouxe um aviso de que ninguém está acima da lei, não importa quem seja. Se fez coisa errada, se praticou corrupção, tem que ser preso, tem que ir pra cadeia

28558576924_040e4eb2b3_o

SF – Como você se divide entre a vida pessoal e agenda política?

MG – Uma coisa muito importante na minha vida pessoal são os exercícios físicos diários que realizado para manter meu corpo em movimento e com energia para aguentar a agenda política. A maior parte desses exercícios são com aparelhos à base de eletroestimulação. Nesse sentido, vou tentando encaixar os movimentos antes, durante e depois do expediente.

mara-gabrilli-foto-george-gianni-psdb

SF –  Você acredita que uma maior participação das mulheres na política pode ajudar na esperança de um país mais humanizado e menos corrompido pelos interesses pessoais de representantes mal escolhidos pelo povo?

MG – Acredito que não só mulheres, mas todas as diferenças. Quanto mais diversidade você tem, mais você representa uma população. Ainda temos um Congresso muito formatado e engessado que não representa toda a sociedade e sua gama de diferenças e necessidades. E isso vai muito além da questão de gêneros. Embora tivéssemos uma presidente mulher, e com várias ministras, ela nunca chamou as mulheres para conversar.

 

Fotos: Alexssandro Loyola e Google FreeShare

Lançamento do livro “Parto Sem Medo”

O lançamento do livro de autoria do ginecologista e obstetra DR. Alberto Guimarães, defensor dos conceitos do parto humanizado. será realizado no dia 23 de novembro, quarta feira, às 19h, na Livraria da Vila, Shopping Pátio Higienópolis, Av. Higienópolis, 618 – Consolação – São Paulo – SP.

Dr. Alberto Guimarães, ginecologista e obstetra.

Dr. Alberto é o médico que encabeça a criação do Programa Parto Sem Medo, novo modelo de assistência à parturiente onde enfatiza que o procedimento é de máxima feminilidade e a mulher e o bebê devem ser os protagonistas.

Formado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (RJ) e mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), atualmente exerce o cargo de gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), para maternidades municipais de São Paulo que fazem parte do Programa Parto Seguro à Mãe Paulistana.

image001

Sobre o livro:

Parto sem Medo (Editora Mulheres Que Decidem, 2016) é o livro de estreia do ginecologista e obstetra Dr. Alberto Guimarães. Apresenta cada fase da gestação, de forma delicada e sensível, e as transformações da mulher em cada período como se fosse uma colcha de retalhos costurada pelo médico obstetra, que conta as histórias de suas pacientes. Mas, para recontá-las, o médico  teve que ouvi-las e ter um olhar generoso para com cada uma delas e perceber, nos detalhes, o que torna cada família, um núcleo completamente diferente do outro.

 

A história de Neusa, proprietária de um Home Care de 1º. mundo

neusa6

Como é que a gente se torna uma empreendedora? Quando é que a gente tem aquele “clique” de que um negócio próprio pode dar certo, mesmo abrindo mão de um emprego fixo, ou uma posição de carreira conquistada? Cada um vai provavelmente ter a sua própria resposta… Mas um ingrediente será sempre necessário: coragem. Sem ela, não se chega longe no mundo dos negócios. E quando ela vem cercada de empenho, talento, determinação e planejamento… Aí a fórmula começa a ficar completa.

Você vai conhecer hoje aqui a história de Neusa De Oliveira Francelino, sócia-proprietária da Conceito Home Care, uma empresa de saúde que oferece atendimento de alto padrão para idosos e enfermos, em suas residências e capacitação a enfermeiros que se dedicam ao setor. Um sonho que demorou a se concretizar, mas ela garante: “valeu a pena”.

neusa-mix

Neusa é de origem humilde, oitava filha do “seu” Marcolino e “dona” Nena. Veio gordinha (6,8 kg) ao mundo, no dia 7 de dezembro de 1962, pelas mãos de uma parteira, no quarto da mãe, numa casa de colônia, em Lucélia, cidade do interior de São Paulo. Teve uma infância muito feliz, essa caçula que foi criada soltinha, mas com muito amor. A mãe que não era alfabetizada, apesar de sempre ter sonhado sentar numa carteira na sala de aula, transferiu o seu sonho para os filhos e fez questão que todos os oito estudassem. Entrou na pré-escola já aos 4 anos e não parou mais de estudar.

formatura

Quando chegou a época de cursinho pré-vestibular, Neusa se dividia entre a Medicina, a Arquitetura e a Computação (que estava na moda), mas ainda não estava decidida, “dona” Nena queria muito que ela cursasse Enfermagem, mas ela resistia… E quando era preciso se inscrever, aconteceu o pior, a mãe adoeceu e acabou falecendo. Neusa enche os olhos de lágrimas quando lembra disso… e talvez por isso tenha se inscrito em várias faculdades, inclusive uma de Enfermagem em Araras. Uma vez aprovada e ainda muito triste pela perda da mãe, ela deixou de prestar os vestibulares que ainda faltavam para outros cursos e deixou que o destino e (a mãe) escolhessem por ela. Hoje não se arrepende nem um pouco. A torcida da mãe para que estudasse Enfermagem acabou dando tão certo que foi um jeito de ao mesmo tempo homenageá-la e descobrir uma vocação que ela nem desconfiava ter.

neusa3

“Engraçado que eu sempre fui interiorana e esperava viver sempre por lá, mas com a morte do meu pai pouco antes de me formar, fui obrigada a vir para São Paulo e arrumei um emprego num hospital da zona norte, onde minha irmã trabalhava como administradora”, conta ela. Mas só por dois anos, até que a convidaram para trabalhar numa clínica no interior, ganhando mais e ela foi correndo. Acontece que a capital assusta, mas oferece condições de trabalho, infraestrutura e informação que no interior não se encontra. E depois de 6 meses, ela sentiu um certo retrocesso profissional e voltou para a metrópole, resolvida que era mesmo aqui que queria morar e trabalhar. Nas folgas que tinha no hospital acabou atendendo também em Home Care, como gerente de enfermagem. Até que a empresa de Home Care, à beira da falência, foi fechada e surgiu uma oportunidade, ao mesmo tempo tentadora, mas arriscada.

neusa7

“O dono do Home Care me chamou, agradeceu o meu trabalho, mas explicou que não tinha capital para manter o investimento e me ofereceu a sua carteira de pacientes, caso eu me interessasse, porque afinal eles teriam que ser repassados para quem pudesse cuidar. Acontece que eu também não tinha dinheiro, apesar de ter a experiência e uma empresa constituída. Depois de muito me aconselhar, arrumei uma sócia, pessoa de minha extrema confiança, e resolvemos encarar o desafio”. Neusa e a sócia viveram tempos de muito trabalho, sacrifício, dedicação, mas foi assim que começou há 6 anos o Home Care que hoje se destaca pela qualidade, com uma média de 30 pacientes em atendimento e 60 profissionais contratados “nos termos da lei” – um dos maiores orgulhos da empresária de saúde.

neusa

Os problemas no caminho do sucesso

“Perrengues não faltaram. E o primeiro foi mesmo a falta de capital. Quando você começa um negócio é difícil obter crédito. E apesar de termos os pacientes, nós não tínhamos um passivo que me fizesse sentir segura. Os recebimentos ao fim do mês pagavam os profissionais, medicamentos, equipamentos, mas era tudo muito justinho. E tudo pago à vista. Eu tive que deixar meu emprego no hospital pra me dedicar full time e contava apenas com o dinheiro da rescisão; tudo o que ganhávamos era re-investido na empresa. Eu e minha sócia passamos os 6 primeiros meses sem poder tirar um pro-labore. Foi apertado”, relembra Neusa. O medo maior, no início, era o desconhecido. Tanto ela, quanto a sócia não tiveram um preparo como empresárias, vinham de famílias de trabalhadores, nunca tiveram um negócio próprio.

neusa2

Mas o medo funcionou de forma positiva, porque não as paralisou, mas fez com que fossem crescendo sempre de forma cautelosa. E o capital de giro foi se formando porque nada era gasto de forma impulsiva, mesmo quando tudo parecia dar certo. O crédito só foi sendo liberado a partir de 2, 3 anos de a empresa estar consolidada no mercado.” E só então pudemos investir no que achávamos que já dava para arriscar, almejando uma qualidade acima dos concorrentes e que passou a ser nosso maior objetivo. Não sonhamos em ser grandes, mas em sermos TOP em termos de atendimento. Acho que conseguimos.”, conta a empresária.

neusa9

 

Foi preciso então planejamento, coragem e economizar nas horas certas para cumprir com todas as responsabilidades implícitas nesse tipo de serviço especializado, porque as exigências são muitas. “As novas leis trabalhistas também incidiram muito sobre as empresas de saúde. Há uns 3 anos atrás nossos funcionários que trabalhavam como cooperativados tiveram que ser contratados como celetistas, o que encareceu consideravelmente a diária de prestação de serviços, os encargos são enormes e tiveram que ser repassados, de alguma forma, aos clientes. Perdemos alguns, é claro, mas conseguimos nos manter. Nos adaptamos, mas ainda sofremos quando acontecem rescisões fora de hora ou quando chegam as férias e o fim do ano com vários 13ºs para pagar, fora os impostos que incidem numa folha de pagamento extensa, tudo isso sempre causa uma certa apreensão”, confessa Neusa.

Colhendo os frutos do trabalho

Altos e baixos fazem parte da vida de quem escolhe passar de empregado a empregador, mas Neusa lembra que uma coisa muito importante, além do equilíbrio entre ousadia e cautela, é trabalhar com o que se gosta. E ela ama o que faz. “Para mim, tem valido a pena e eu acredito que vai continuar valendo. A gente percebe que deu certo, quando você passa a viver dignamente daquilo que faz e que o serviço que oferece é bem feito e elogiado. Essa área com que trabalho é muito carente, uma área de “cuidar do outro”- que é uma tarefa para poucos e que exige muita tolerância, muito jogo de cintura, muita positividade. Você lida com o paciente, que tem lá suas limitações e muda a sua situação de vida e lida com o familiar que precisa aceitar essa nova realidade do paciente (em geral cadeirante, ou acamado) que não pode mais se “auto-cuidar”. E quando somos chamados, com toda uma equipe multidisciplinar, para cuidar daquele paciente, em sua casa, estamos de certo modo invadindo essa privacidade familiar. Então, num primeiro momento podem haver conflitos, que precisam ser resolvidos de forma muito cuidadosa. Mas no final, tudo se ajeita, quando a família entende que lhe sobra tempo mais para o carinho do que o “cuidar”- que fica por nossa conta. E quando o retorno familiar é de gratidão e satisfação com o nosso trabalho, não pode haver sensação melhor”, ela explica.

neusa4

Por essas e outras é que Neusa está sempre com um sorriso largo e esbanjando simpatia. Ela quase não vai às casas atendidas, só em situações muito especiais. Como Diretora Técnica, ela supervisiona toda a equipe através de relatórios e do feedback familiar, assim como o treinamento e aperfeiçoamento dos profissionais envolvidos. Os tais conflitos, ela enfrenta com muita conversa e valorização tanto dos pacientes quanto das equipes. É ela quem resolve todos os problemas operacionais também, desde a compra de materiais, até a capacitação para utilizá-los. A outra sócia, cuida apenas da parte financeira. Essa divisão de tarefas é parte do segredo do sucesso da empresa.

neusa5-e1479684770995

Seus sonhos não são ambiciosos demais. Ela quer manter o sucesso atual, investindo sempre em qualidade e não quantidade. Pessoalmente, continua com planos de morar no interior (mas próximo de São Paulo) e para manter a serenidade que lhe é peculiar, viajar sempre, nas férias que se obriga a ter para recarregar as baterias, “porque trabalhar com saúde e doença demanda muita energia, mais do que se possa imaginar”. E viajar – diz ela: “é a melhor forma de se re-energizar. Eu volto renovada, com uma sensação boa de viver aquela realidade que você só imaginava em sonhos ou via na TV, o mundo se torna pequeno, incorporado na gente, como uma grande escola também de culturas diferentes, histórias de vida e até da saúde praticada em outros cantos.” Aliás essa é uma das grandes conquistas de Neusa, que tem os pés bem no chão, quando se trata de trabalho, mas também sabe se divertir e a cada nova viagem internacional, se sente mais realizada.

neusacarrosel

Então, a mensagem que deixa às candidatas ao empreendedorismo é simples: “vençam os obstáculos com o medo que prepara, mas não paralisa. Acreditem. Movam-se!  Lembrem-se de Fernando Pessoa: ‘Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena’. Tudo se concretiza, quando a gente bota fé, esforço e coração. Basta a gente pensar positivo e fazer por onde!”

Precisa dizer mais sobre o trajeto e o sucesso dessa mulher incrível? Pegue carona no impulso dela e empreenda! 

 

Menos30Fest debate formas de inovação e empreendedorismo em SP

 30fest

Festival Menos30Fest : inovação e empreendedorismo

A nova edição do Menos30 Fest, festival de empreendedorismo e inovação da Globo, começa dia 18/11 na Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC), na Vila Madalena, Zona Oeste de Sâo Paulo. A programação traz múltiplas formas de empreender no contexto do país e formatos que estimulam a troca de conhecimento, o relacionamento e a formação de novas redes. O festival termina dia 19/11 abordando a inovação à brasileira.

Parte da plataforma Menos30, uma das iniciativas da Globo de relacionamento com o público jovem, o festival tem palestrantes e debatedores com trajetórias variadas e de ramos diversos, que tratarão desde a concepção de uma startup até fracassos que se tornaram aprendizados. As inscrições são gratuitas, sujeitas à lotação e estão abertas no site do Globo Universidade.

Capacitação para o Combate à Violência contra a Mulher

naoviolencia-site

Lançamento do Programa de Capacitação para o Combate à Violência contra a Mulher

Palestras e lançamento do Programa. Dia 25 de novembro, das 18h30 às 21h00.

Na  Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – Auditório Teotônio Vilela.

Avenida Pedro Álvares Cabral, 201,  Ibirapuera, São Paulo

img-20161121-wa0107

Por quê orar?

Para conseguir ter a inspiração necessária, e resolver assuntos desde a família até o trabalho, nada melhor que o Espírito Santo de Deus para nos orientar.
A oração é um dialogo com Deus, muitas pessoas associam orar com pedir.

oracao2
Tenho aprendido no decorrer do anos que Deus ainda fala, todas as vezes que enfrentei dificuldades que pareciam não ter solução, a oração foi a chave da vitória.
Você não precisa saber versículos da bíblia para orar, nem seguir orações longas pré-definidas, a melhor oração é aquela que sai do coração.
De maneira simples abra com Deus seus problemas, reconheça suas fraquezas e esteja atenta aos sinais que irão surgir.

prayerQuando você ora Deus se move: Sara engravidou, Isaque encontrou água, Jacó se reconciliou com a família, entre outros heróis da fé que conquistaram, venceram através da oração.
Tenha uma comunhão com Deus, leia a bíblia, escute músicas que falam de Dele, e sempre esteja orando, seja em casa, no trabalho, no trânsito, em todas as situações.

Deus nunca te abandona.

Selene Ferreira

Festival Gospel

Summer Night 2016  

Summer Night é um dos Maiores Festivais Cristãos interdenominacionais do Brasil. Um espaço de adoração que reúne grandes nomes da música cristã católica e evangélica. Uma noite incrível de música, louvor e adoração.

Uma mistura de ritmos que vão do axé ao rock, regados a uma sequência frenética de Beats com os melhores Djs da cena cristã, dão dinamismo e deixam o Festival ainda mais especial.

DATA E HORA

sáb, 19/11/2016, 17:00 – até dom, 20/11/2016, 06:00

Summer Night 2016 São Paulo – Atrações Confirmadas

summer night 2016 SP - Festival de música de musica crista catolica e evangelica

Bandas Adoração e Vida, Rosa de Saron, Livres Para Adorar, Banda Dominus, Colo de Deus, Frei Gilson, Tony Allysson, DJ Du Bboy, Dj Alan Faria (RJ)

Ingressos: clique aqui

LOCALIZAÇÃO

Expo Barra Funda

Tagipuru , 1001

Água Branca

São Paulo, SP 05001000