a mulher na política

Maria Elena Johannpeter: a mulher que incentiva o conceito de voluntariado no Brasil!

27/01/2015 - PREMIO EMPREENDEDOR SUSTENTAVEL 2015 - FOTO: FELIPE GABRIEL

(Foto: Felipe Gabriel)

Para Maria Elena Johannpeter o grande problema do brasileiro é não pensar no próximo. “O brasileiro é pouco voluntário. Doa dinheiro, roupas… e pronto!” Partiu daí a ideia de lutar, aos 68 anos, pelo aumento da produtividade das ONGs brasileiras e, mais ainda, incentivar a presença de mulheres na política do país.

A história de Maria Elena é bem especial. Se um dia ela passa horas pintando casinhas e muros em Porto Alegre, em outros instiga mulheres a enfrentar as urnas e se eleger a cargos públicos.  São essas ações que levaram Maria Elena Johannpeter a receber diversos prêmios, como a medalha Pacificador da ONU Sergio Vieira de Mello, oferecida pelo Parlamento Mundial para Segurança e Paz.

Nascida em Gravataí (RS), Maria Elena é de uma família simples que arrendava terras para plantar. Em entrevista à revista Cláudia, ela contou que se casou cedo e ajudou primeiro seu marido a estudar e não pôde ir à faculdade. “A vida é minha universidade”, diz. Casada há 22 anos com Jorge Gerdau Johannpeter – um dos empresários mais bem-sucedidos do país – ela é presidente da Parceiros Voluntários, que movimenta 3,8 milhões de reais por ano, possui 51 unidades, impacta 1,5 milhão de pessoas, 2,8 mil organizações não governamentais e 2 mil escolas. Incrível, né?!

À revista Cláudia ela contou que o ponto forte do seu trabalho é capacitar instituições de diferentes estados. “O país tem 290 mil ONGs. A maioria não sabe captar recursos e prestar contas. Elas precisam atingir a autossuficiência, ter uma gestão ousada e entender que, como unidades de negócios, devem se preocupar com produtividade e transparência”, afirma.

E foi através de tantos eventos e compromissos ligados a sua ONG que Maria Elena Johannpeter percebeu como o brasileiro é um povo solidário, mas pouco voluntário. “Lancei a ideia de disponibilizar tempo, conhecimento e emoção. Ao oferecer algo tão valioso, trago a causa para a minha vida, para dentro de casa” e continua: “A emoção do que ajuda desperta um sentimento parecido no outro, transforma ambos e traz ganho social”.

Maria Elena é ainda coautora de três livros e defende o conceito da Responsabilidade Social Individual, a RSI, “que ressalta talentos e aviva o verdadeiro valor interno”. Para ela, um maior envolvimento pode gerar, inclusive, mais recursos. Sabia que no Brasil são aplicados no terceiro setor apenas 2 bilhões de reais por ano? “O volume cresceria se, como nos Estados Unidos, o cidadão doasse como pessoa física. Ainda esperamos que o governo faça tudo. A cultura precisa mudar e as leis devem incentivar isso”.

Com fãs pelo Brasil todo, não é de se estranhar que Maria Elena Johannpeter seja perguntada constantemente se pretende disputar eleição. Mas ela se esquiva. “Já faço política. Chamo as pessoas para o autodesenvolvimento e a cidadania participativa. Só não estou atrelada a partidos. Nem quero”.

E você, como avalia o trabalho voluntariado no Brasil hoje? Concorda com Maria Elena? Conte pra mim nos comentários.

Beijos,
Selene Ferreira

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